“Vivemos num mundo digital. Vivemos num mundo onde a Internet aproxima tudo e todos e torna mundano o que antes era heróico: pagar uma conta em 1 click ao invés de 1 hora, comprar uma prenda em casa ao invés de lá fora, reservar uma viagem sem esforço ao invés de herdar uma dor de cabeça.
Vivemos num mundo digital e no entanto há muita coisa que ainda não passou para este lado: a indústria da música, a indústria dos filmes, a indústria da televisão. A indústria do entretenimento! Será que devia pensar mais nos pobres coitados da indústria da televisão quando quero ver algo novo? Será que devia esperar dois meses para ver um novo episódio disto e daquilo?
Se não fosse a internet nunca teria conhecido séries de tv que apenas passam onde há mercado. Em Portugal parece que não há mercado, pelo menos em frente a televisores. Na Internet não se paga pelo transporte, todavia ficamos com a ideia de que é preciso virem séries como “Flight of the Conchords” do outro lado do Atlântico em mega-cargueiros para podermos ter o privilégio de assistir a cada episódio.
Devia eu ficar triste com o prejuízo alheio de ninguém lucrar com o meu visionamento de “Arrested Development” ou filmes como “No Country for Old Men” que sei que nunca passará nos cinemas em Aveiro? É suposto eu pagar 19.95€ por um álbum em CD quando o preço do vinil há 20 anos era idêntico? Não é a vinda do CD o maior lucro que a indústria da música teve?
Nuff said.”
— miguelpiresdarosa*Say it brother! Halellujah… e a greve dos argumentistas que nunca mais acaba? Paguem lá aos gajos! Já estou com “cold turkey” de “House” e “Pushing Daisies”…